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Tendinites e Bursites

Tendinite é a inflamação ou irritação de um tendão (parte final do músculo, como uma corda fibrosa que faz a fixação dos músculos aos ossos). Eles servem para transmitir a força de contração muscular necessária para mover um osso.

As tendinites, dependendo dos locais de incidência, podem ser classificadas em diferentes sub-tipos:

1. Entesite – tendinite de inserção
2. Tenossinovite – inflamação da bainha sinovial tendinea
3. Peritendinite – inflamação da junção músculo-tendínea
4. Tendinite Ossificante – cronificação da inflamação com depósito de cristal de hidroxiapatita.

A Bursite é a inflamação ou irritação de uma “bursa”. Esta é uma pequena bolsa localizada entre o osso e outras estruturas móveis, como músculos, pele, ou tendões. Ela permite e facilita um melhor deslizamento entre as estruturas.

Desde que os tendões e as “bursas” estão localizados próximas articulações, qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles será percebido freqüentemente por pacientes como dor na articulação e, equivocadamente como artrite.

Os sintomas são semelhantes:

* Dor e rigidez, agravadas por movimento.
* Dor principalmente noturna.
* Inchação local pode acontecer.

Qualquer tendão ou “bursa” no corpo humano pode ser afetado, mas aqueles localizados nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos, tornozelos e pés, são os mais freqüentes.

Tendinites e bursites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas e, ao contrário da artrite, elas não causam deformidade.

A causa mais comum de tendinites é o trauma local ou “overuse” (excesso durante trabalho ou jogo), particularmente se o paciente tem um mau condicionamento físico, má postura, ou usa o membro afetado em uma posição forçada e desajeitada.

A bursite pode surgir de trauma único de forte intensidade ou de micro-traumas repetitivos, mas também pode estar associada à varias condições reumáticas, metabólicas, infecciosas, e mesmo sem causa específica, considerada idiopática

Os problemas de ordem musculoesquelética são comuns para pessoas de todas as idades, sendo uma das grandes causas de afastamento do trabalho.

O diagnóstico de uma tendinite e/ou uma bursite requer uma história médica cuidadosa e principalmente um exame físico bem feito. Somente assim podemos avaliar a real condição do paciente e planejar um tratamento específico

Radiografias podem ser úteis para excluir anormalidades ósseas. Deve ser salientado que tendões e bursas não são visíveis em radiografias, no entanto o uso da ultra-sonografia e, mais recentemente da ressonância nuclear magnética trouxeram um auxílio extremamente importante na definição do local e grau da lesão

Aspiração com agulha do local pode ser necessária para excluir infecção (artrite séptica), ou mesmo gôta.

Exames laboratoriais podem ajudar em caso de alguma outra doença de base, como por exemplo, Artrite Reumatóide ou Diabetes, mas normalmente, não são necessários para diagnosticar a maioria dos casos.

O tratamento destas duas condições está baseado na causa em si.

O objetivo inicial do tratamento é diminuir e, se possível, inibir a dor. Para isto o repouso articular é base principal, conseguido através do afastamento do fator causal e de atividades que possam levar ao agravamento da lesão.

Um adequado aquecimento prévio e cuidar da postura é fundamental. O uso de “splints” (talas de plástico) na área afetada como imobilização, calor úmido, e outras modalidades de terapia física ajudam na melhoria da dor aguda.

Analgésicos simples, ou opióides podem ser empregados, mas regularmente o uso de antiinflamatórios não hormonais são os mais utilizados. Em casos acentuados, curtos períodos de uso de corticosteróides podem ser necessários ou mesmo a infiltração intra-articular tem sua indicação.

A reabilitação física deve ser feita com o objetivo de tirar a dor, mas, sobretudo ela é utilizada como recuperação de amplitude de movimentos e prevenção de recidivas através de exercícios específicos e orientados por profissionais capacitados.

Se uma infecção está presente, um antibiótico é necessário.

A intervenção cirúrgica de tendinites ou bursites é infreqüente.

Uma vez controlado o ataque agudo, deve ser iniciado o trabalho de prevenção e/ou correção dos fatores causais. Melhora da ergonomia, da qualidade muscular, e principalmente, da auto-estima, são fundamentais no sentido de prevenir novas lesões e/ou recorrências das antigas.

Fonte: http://www.reumatologia.org.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPacienteResultados.asp

Atenção: As informações contidas nesta página possuem caráter educativo, não substituindo as opiniões e consultas com seu médico reumatologista.

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Fibromialgia – Interface com o Trabalho

Fibromialgia (FM) é uma síndrome complexa e muitas vezes mal compreendida. Sua principal característica é a dor musculoesquelética crônica generalizada e muitos outros sintomas podem fazer parte dessa síndrome, tais como: fadiga; sono não reparador; rigidez; dores de cabeça; distúrbios cognitivos, depressivos e ansiosos. Distúrbios do sistema nervoso autônomo, tais como instabilidade da pressão arterial, tontura, vertigem, palpitações, sensação de dormência ou formigamento, também podem estar presentes.

É comum que muitos outros sintomas surjam como síndromes associadas à fibromialgia. Podem ocorrer associações com a síndrome do cólon irritável – causadora de distúrbios intestinais do tipo diarreia e/ou constipação – e síndrome da bexiga irritável, que pode provocar sintomas do tipo urgência miccional e dor para urinar.

Importante não esquecer que o portador de FM, como qualquer outra pessoa, pode ser acometido de qualquer outra enfermidade do aparelho locomotor, tal como lombalgia, tendinite, artrite, entre outras. Daí a importância de que o portador de FM mantenha um acompanhamento médico regular e procure seu médico assistente, caso surja um sintoma não usual.
A causa da FM não está claramente estabelecida. Os estudos médicos apontam para uma alteração da regulação do eixo neuro-hormonal associada a distúrbio do processamento, pelo sistema nervoso central, dos estímulos dolorosos. Muitas têm sido as pesquisas a respeito das causas da doença e do tratamento.

Hoje sabemos que para alcançarmos bons resultados na terapêutica não bastam somente medicamentos – embora hoje existam drogas razoavelmente eficazes com poucos efeitos colaterais. Mudanças de atitudes, tais como incorporar atividade física aeróbica à rotina e adoção de estratégias de controle do estresse aprendidas em espaço terapêutico com utilização de técnicas psicoterapêuticas do tipo cognitivo comportamental, tem demonstrado grande importância para o sucesso do tratamento.

Dada à multiplicidade de sintomas que podem surgir num paciente com FM, é frequente que ocorram confusões diagnósticas. Não há na literatura médica evidência que nos permita estabelecer relação direta de causa e efeito entre as diferentes modalidades de trabalho e o surgimento da FM. Da mesma forma, não existe conhecimento técnico especializado para sustentar a hipótese de que uma tendinite em membro superior, porventura relacionada a um tipo de atividade específico, possa, apesar do afastamento do trabalhador da atividade relacionada ao adoecimento tendinoso, se “espalhar” pelo corpo, causando dores generalizadas e causadoras de uma incapacidade total para o trabalho.

Há que se ter cuidado na condução desses casos. É preciso a colaboração de um especialista, pois pode-se tratar de um caso de FM no qual se estabeleça uma ligação errônea com o trabalho, atitude esta que, involuntariamente, pode conduzir a um tratamento incorreto da doença, podendo mesmo culminar numa uma incapacidade secundária à não utilização de uma terapêutica adequada e conseqüente piora do adoecimento.

A FM, pelas confusões diagnósticas que suscita, pode resultar em múltiplas visitas médicas, mal uso dos recursos de saúde e absenteísmo. Isso gera um impacto econômico e social importante que não deve ser menosprezado. A literatura aponta que de 9 a 26% dos pacientes com FM não estão trabalhando por incapacidade temporária ou permanente. Parte não desprezível desses números certamente vem como consequência de demora no diagnóstico e, portanto, no adiamento do tratamento adequado.

As consequências negativas na vida produtiva e relacional para o portador de FM são efetivamente minimizadas ou mesmo tornadas inexistentes para a maioria dos pacientes submetidos aos tratamentos hoje disponíveis. Não há motivo para temer a incapacidade nem para associar ao portador da síndrome qualquer estereótipo que envolva incapacidades múltiplas.

Limitações são comuns a vários tipos de padecimento crônico e a mudança do foco para as habilidades individuais existentes, em vez do cultivo de imagens míticas que envolvam incapacidades totais e completas, são fundamentais para que o portador de FM ou qualquer outro adoecimento crônico possa usufruir de uma vida plena, em especial no que diz respeito às dimensões sociais e econômicas.

Bibliografia

1. LERNER, MS et al. (2005). Work Disability Resulting from Chronic Health Conditions. Vol 47, JOEM.
2. HAZEMEIJER, I. RASKER, J.J. (2003). Fibromyalgia and Therapeutic Domain. A Philosophical Study on the Origins of Fibromyalgia in a Specific Social Setting. Rheumathology 2003; 42:507-515.
3. KLEINMAN, N et al. (2009). Burden of Fibromyalgia and Comparisons with Osteoarthritis in the Workforce. JOEM: vol.51, n°12
4. HELFENSTEIN, M; FELDMAN, D. (2002). Síndrome da Fibromialgia: Características Clínicas e Associações com outras Síndromes Disfuncionais. Vol 42. Rev. Bras. Reumatologia, 2002
5. MAIA, A B.A. (2005). A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO E A FIBROMIALGIA:Revisão de Literatura e Proposta de Instrumento de Avaliação Clínica do Tipo Questionário para Estudo da Prevalência da Associação das Duas Patologias – Monografia de Conclusão do Curso de Especialização em Perícia Médica – Universidade Gama Filho, 2005.

Comissão de Reumatologia Ocupacional

Coordenador:
Milton Helfenstein Junior- SP

Membros:
Anna Beatriz Assad Maia – DF
Antônio Techy – PR
César Siena – SP
Mario Soares Ferreira – DF

Fonte: http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPacienteResultados.asp

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Fibromialgia e Doenças Articulares Inflamatórias

A fibromialgia pode apresentar-se como um quadro isolado ou estar em associação a outras patologias reumáticas, em especial às doenças inflamatórias, como artrite reumatóide ou espondilite anquilosante. Quando ocorre esta associação há piora da capacidade e da qualidade de vida dos pacientes.

Ela está presente em até 10% dos pacientes com espondilite anquilosante e pode chegar a 20% dos pacientes com artrite reumatóide. Como a fibromialgia não é um distúrbio que cause inflamação, não há alteração dos exames laboratoriais destes pacientes.

No entanto, a fibromialgia provoca aumento da dor e piora do cansaço, fazendo com que o paciente acredite que sua doença está pior. Esse aumento das queixas faz com que o médico também ache que a artrite reumatóide ou a espondilite anquilosante estejam piores. No entanto, essas queixas podem ser apenas reflexos da presença da fibromialgia. Se o paciente e o médico não estiverem atentos a esta hipótese, é possível que seja indicado um tratamento mais intenso para a doença inflamatória, quando, na verdade, o tratamento deveria ser dirigido à fibromialgia.

Atualmente, os reumatologistas utilizam instrumentos para a avaliação dos pacientes com artrite reumatóide e espondilite anquilosante. Estes instrumentos avaliam como o paciente se sente em relação a sua doença e como está realizando as atividades do dia-a-dia. Da mesma forma, existem outros questionários que avaliam a opinião do médico sobre a doença, o resultado dos exames laboratoriais e o exame dos locais que estão inflamados (inchados) ou dolorosos ao exame físico.

No entanto, quando a fibromialgia está associada a estas doenças, pode atrapalhar a avaliação dos pacientes. Por exemplo, um paciente com artrite reumatóide e fibromialgia sente mais dor do que um paciente apenas com artrite reumatóide. Por isso, ele consegue fazer menos tarefas no dia-a-dia e seu estado de saúde é pior. O próprio exame físico pode estar alterado, pois o paciente sente mais dor ao ser examinado, dando a impressão de que a sua doença está pior. Apenas o número de juntas inchadas e os exames laboratoriais não são afetados pela presença da fibromialgia.

Portanto, se a fibromialgia estiver associada a outras doenças reumáticas, isso deve ser avaliado e considerado tanto pelo médico quanto pelo paciente. Estar atento a esta associação pode evitar que sejam feitos tratamentos desnecessários para a doença inflamatória e possibilita a abordagem específica da fibromialgia.

Essa situação pode ocorrer também em pacientes com artrose e síndrome de Sjögren (doença onde há secura de mucosas, como olho seco e boca seca). A presença de fibromialgia parece não afetar a avaliação dos pacientes com lúpus eritematoso sistêmico e esclerose sistêmica.

Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles
Fonte: http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPacienteResultados.asp

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Saiba mais sobre Fibromialgia

A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura. Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. Uma característica da pessoa com FM é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.

A fibromialgia é um problema bastante comum, visto em pelo menos em 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia.

De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais mulheres. A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos. Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas.

Na reumatologia, são comumente usados critérios diagnósticos para se definir se o paciente tem uma doença reumática ou outra. Isto é importante especialmente quando se faz uma pesquisa, para se garantir que todos os pacientes apresentem o mesmo diagnóstico. Muitas vezes, entretanto, estes critérios são utilizados também na prática médica.

Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são:
a) dor por mais de três meses em todo o corpo e

b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).

Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado.

Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente, quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM, como a alteração do sono e fadiga.

Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM.

Sintomas

O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo. Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. A dor é sentida “nos ossos” ou “na carne” ou ao redor das articulações.

Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração da musculatura em resposta à dor.

A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes. No início da década de 80, descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono – uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido.

Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo – “acordo mais cansada do que eu deitei” e “parece que um caminhão passou sobre mim” são frases frequentemente usadas. Esta má qualidade do sono aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor.

Outros problemas no sono afetam os pacientes com fibromialgia. Alguns referem um desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar este desconforto. Este problema é chamado Síndrome das Pernas Inquietas e possui tratamento específico. Outros apresentam a Síndrome da Apneia do Sono, e param de respirar durante a noite. Isto também causa uma queda na qualidade do sono e sonolência excessiva durante o dia.

A fadiga (cansaço) é outro sintoma comum na FM, e parece ir além ao causado somente pelo sono não reparador. Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da FM.

A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão. Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão mascarada”. Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema psicológico através da dor.

Por outro lado, não se pode deixar a depressão de lado ao avaliar um paciente com fibromialgia. A depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo. Ela deve ser detectada e devidamente tratada se estiver presente.

Pacientes com FM queixam-se muito de alterações de memória e de atenção, e isso se deve mais ao fato da dor ser crônica do que a alguma lesão cerebral grave. Para o corpo, a dor é sempre um sintoma importante e o cérebro dedica energia lidando com esta dor e outras tarefas, como memória e atenção, ficam prejudicadas.

Como veremos a seguir, imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso central. Não é de espantar, portanto, que outros estímulos também sejam amplificados e causem desconforto aos pacientes. A síndrome do intestino irritável, por exemplo, acontece em quase 60% dos pacientes com FM e caracteriza-se por dor abdominal e alteração do ritmo intestinal para mais ou para menos. Além disso, pacientes apresentam a bexiga mais sensível, sensações de amortecimentos em mãos e pés, dores de cabeça frequentes e maior sensibilidade a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos fortes.

O que causa a Fibromialgia?

Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia. Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor. Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.

O que não mais se discute é se a dor do paciente é real ou não. Hoje, com técnicas de pesquisa que permitem ver o cérebro em funcionamento em tempo real, descobriu-se que pacientes com FM realmente estão sentindo a dor que referem. Mas é uma dor diferente, onde não há lesão na periferia do corpo, e mesmo assim a pessoa sente dor. Toda dor é um alarme de incêndio no corpo – ela indica onde devemos ir para apagar o incêndio. Na fibromialgia é diferente – não há fogo nenhum, esse alarme dispara sem necessidade e precisa ser novamente “regulado”.

Esse melhor entendimento da FM indica que muitos sintomas como a alteração do sono e do humor, que eram considerados causadores da dor, na verdade são decorrentes da dor crônica e da ativação de um sistema de stress crônico. Entretanto, mesmo sem serem causadores, estes problemas aumentam a dor dos pacientes com FM, e devem também ser levados em consideração na hora do tratamento.

Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles

Fonte: http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPacienteResultados.asp

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Dicas para dormir bem

Todo mundo concorda: uma noite mal dormida nunca mais é recuperada, certo? Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono, ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo. Estudos comprovam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes.

Diversas enfermidades apresentam piora dos sintomas à noite ou ao despertar, como é o caso das doenças reumáticas. Pacientes com dor crônica apresentam redução da eficiência do sono, dificuldade para dormir e para despertar como no caso dos pacientes portadores de fibromialgia, artrite reumatóide, lombalgia, osteoartrose, Síndrome de Sjögren, espondilite anquilosante, lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia e nos reumatismos de partes moles.

O reumatologista Eduardo S. Paiva, de Curitiba, afirma que quase 95% dos pacientes com fibromialgia não consegue dormir bem. “No início da década de 80 descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono – uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido. Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo. Isto aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor”, diz o médico. No caso da artrite reumatóide a fadiga é a manifestação mais frequente.

Mas, isso não é o fim. Existem alguns mecanismos que podem ajudar aqueles que não conseguem dormir bem a noite. Fazer exercício é o primeiro passo para um bom sono.

Ao praticar alguma atividade física, é comum o cansaço tomar conta do corpo e, com isso, beneficiar o sono. É claro que nem todos os pacientes reumáticos podem fazer exercícios intensos, nem é o caso, mas, com certeza algum tipo de atividade física pode ser feita.

Caminhar, nadar, praticar yoga, pilates e alongamento são indicados para quem tem uma doença reumática, lembrando sempre que os exercícios devem ser praticados sob supervisão médica e de fisioterapia. O exercício físico deve ser feito até quatro horas antes de dormir. Com o corpo ainda agitado o sono não vem.
Dicas para uma boa noite de sono

• Praticar exercícios.
• Evitar tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes.
• Comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar na quantidade.
• Usar colchões confortáveis e silenciosos
• Evitar dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que se chegue à fase de sono profundo.
• Apagar todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
• Tomar um banho quente para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
• Seguir uma rotina à hora de dormir respeite seus horários.

Fonte: http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=109&id=984&menu=109

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Palestra Benefícios da Massoterapia

Shiatsu: Massagem Preventiva

Data: 07/maio
Local: Sede do GRUPAL
Horário: 15hs

Massoterapeuta: Lucimara Quadros

Inscrição gratuita. Vagas limitadas.

Para se inscrever envie um email para contato@grupal.org.br com seu nome e email.

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Encontro para o Diálogo Social em Avaliação de Tecnologias de Saúde

O GRUPAL, em parceria com a SEI Consultoria, realizará em maio o Encontro de Sensibilização para o Diálogo Social em Avaliação de Tecnologias de Saúde.

Convite:

Com dois anos de vida o Programa de Diálogo Social em Avaliação de Tecnologias de Saúde – Movimento Voz do Paciente, que iniciou com 20 organizações, está em momento de expansão.Por esta razão, estamos criando parceiras com organizações espalhadas pelo Brasil.

No Rio Grande do Sul, nossa parceira é o Grupal e gostaríamos de convidá-lo para um Encontro de Sensibiização para o Diálogo Social em Avaliação de Tecnologias de Saúde. Esta é uma oportunidade para as organizações de pacientes terem o primeiro contato com o tema e conhecer as formas de participação para que pacientes e cuidadores participem efetivamente dos processos de Avaliação de Tecnologias de Saúde  (ATS) , que ocorrem no país, nos níveis Federal, Estadual e Municipal. Esclarecendo que  são esses processos de ATS que podem incluir ou excluir procedimentos e medicamentos que são determinantes no dignóstico e tratamento de todas as patologias. No entanto, a voz dos pacientes nunca é ouvida e é neste sentido que o Programa de Diálogo Social dirige seus esforços.

O evento será realizado na sede da Parceiros Voluntários, Largo Visconde do Cairu, 17 – 8º andar, Centro de Porto Alegre.

Para participar, confirmar pelo 51 3028 5646 ou pelo email contato@grupal.org.br, com o nome do participante, email e telefone para contato.

Vagas limitadas.

 

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Artrite Reumatoide: 8 condutas que devem ser adotadas

Sabemos que não é fácil viver com artrite reumatoide. Se você, atualmente, lida com a doença, saiba que vai encarar, na sua rotina, vários desafios.
Para ajudá-lo nessa empreitada, veja a lista que preparamos, lembrando que:

É preciso aceitar suas limitações;
É importante saber lidar com a mudanças;
Vai precisar adaptar sua vida a essas mudanças.

Acompanhe as 8 dicas

1 – Informação

Conhecimento é poder. Por isso, saber o que você tem, é muito importante. Pergunte para seu médico todas suas dúvidas, ele é quem melhor poderá lhe orientar sobre a sua doença. Outra fonte de informação importante é a internet, no entanto sempre procure sites confiáveis, existe muita informação boa mas também existe informação inadequada, que pode eventualmente prejudicar sua saúde.
Além de conhecimento, a rede mundial de computadores também é um lugar onde você pode compartilhar suas dúvidas e conhecer pessoas que têm o mesmo problema que você, formando, assim, uma rede de interesse mútuo.

2 – Motivação

Se manter motivado faz parte do tratamento!
A dor crônica é uma condição que pode te deixar depressivo, entretanto, existem mecanismos que ajudam na manutenção diária da motivação.

A primeira delas é saber que você é maior do que sua dor. Concentrar-se no que você PODE fazer é melhor do que enxergar o que não pode fazer. Continuar independente também é uma boa forma de deixar a depressão de lado. Praticar exercícios, sempre com a ajuda de fisioterapeuta, é essencial para se manter ativo e motivado, gerenciando sua vida e sua doença com a maior naturalidade possível.

3 – Ser participativo
É verdade que a artrite rouba muito a sua ação, a sua independência, mas, ela não pode ser o centro da sua vida. Suas habilidades não podem ser deixadas de lado. Conserve a sua energia! Se gosta de dançar, por exemplo, faça de tudo para continuar dançando e assim por diante.

Entretanto, é primordial que você respeite seu novo ritmo de vida e adeque suas atividades para essa nova fase da vida.

4 – Esteja em dia com sua medicação

Para que sua qualidade de vida não seja afetada completamente, é preciso seguir um rigoroso programa medicamentoso prescrito por seu reumatologista. Sem os remédios será muito difícil você viver com qualidade tendo artrite reumatoide.

5 – Comunique-se

Viver com artrite pode ter um efeito profundo na sua vida diária. Por isso, falar sobre sua doença é uma fonte simples e rápida de se comunicar e mostrar, para as pessoas, que você lida bem com a nova situação. Comunicar a família, os amigos, os entes queridos, faz parte do processo de aceitação e, com isso, mais qualidade de vida para você!

Dicas:
Fale sobre seus sentimentos;
Deixe claro sempre que precisar de alguma coisa;
Mostre que você precisa que sejam pacientes, que necessita de apoio, que sejam compreensivos e que precisa de suporte.

6 – Medite

A meditação é um processo de relaxamento muito útil para liberar tensão e estresse. Até porque, dor e fadiga, somada com a artrite, podem ser muito estressantes. Aprender a relaxar, é importante para aliviar as dores.

7 – Administrando o estresse

O estresse é uma realidade inevitável da vida. Todo mundo experimenta estresse, seja positivo ou negativo. A resposta ao estresse é tanto física como emocional e sobre tudo individual. A maioria, senão todas, as pessoas com artrite sentem que o estresse afeta sua condição de uma forma negativa. Para que tudo fique o mais confortável possível, que tal tentar dimunuir o estresse ou, quem sabe, eliminá-lo de uma vez por todas? Vale a luta para evitar tensão desnecessária que só atrapalha a sua vida como um todo.

8 – Concentre-se no que realmente importa

Dar importância e valor ao que realmente interessa é a manutenção para sua boa qualidade de vida. É fato que a artrite reumatoide muda sua vida, agora, você pode optar por viver chorando e pensar só nos aspectos negativos, ou tomar as rédias da vida e se concentrar no que vale a pena. A decisão é só sua.

Fonte: http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=109&id=990&menu=109

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Dicas de como tornar o ambiente de trabalho prazeroso e agradável.

Com pequenas adaptações, ambiente de trabalho pode se tornar bem prazeroso para o paciente reumático

Os especialistas são unânimes: o paciente reumático que opta por continuar trabalhando tem mais qualidade de vida. Isso porque, quando trabalhar é possível, a pessoa continua com seus relacionamentos e a doença não vira o centro da vida, e sim faz parte dela, apenas.

Entretanto, para estes que trabalham, algumas limitações da doença podem atrapalhar no seu ambiente de trabalho e, de acordo com Milton Helfenstein Jr., reumatologista da comissão de reumatologia ocupacional da Sociedade Brasileira de Reumatologia, “se não desenvolvido com conforto, o trabalho pode atrapalhar e, inclusive, agravar a doença”.

O médico afirma que não são todas as pessoas que podem continuar no trabalho e essa decisão deve ser tomada em conjunto, ou seja, médico e paciente. “As doenças reumáticas têm histórico de serem incapacitantes. Mesmo assim, não são todas que levam o indivíduo a abandonar sua ocupação. Cada caso é um caso e quem deve avaliar isso é o reumatologista.”

Mesmo para as pessoas que precisam se afastar do trabalho por conta da doença pode haver uma opção. Helfenstein Jr. lembra que o paciente pode se tornar incapaz para um determinado serviço e não para todos. “É óbvio que se a pessoa tem sequelas nas mãos e sente muitas dores, não pode ser digitadora, por exemplo. Mas, talvez, pode achar outra ocupação. Mais uma vez digo: tudo depende do caso”.

Para aquelas pessoas que podem trabalhar, o reumatologista dá algumas dicas de como tornar o dia mais prazeroso e suportável.

Para trabalho no escritório:

- Olhar sempre o design do ambiente, ou seja, onde estão os móveis, janelas, portas. Isso facilita a locomoção e evita acidentes;

- Escolher a cadeira/poltrona certa também é importante: ela tem que ser confortável e ajustável, que auxilie na postura correta;

- A altura da mesa de trabalho também é um item a se levar em consideração. Nada de muito baixa e nem muito alta. Tem que ser na medida do conforto;

-  Se o trabalho for com o computador, que ele esteja a uma distância razoável, juntamente com o teclado, que não deve ficar muito perto das mãos. Existem apoios de mãos e braços que ajudam no conforto desses membros, aliviando a tensão e as dores;

- Deixar materiais sempre à mão e nunca em estantes altas: evitar levantar braços é importante, elimina a tensão que faz as articulações retraírem;

- Buscar sempre a redução de força, ajudando a gravidade;

Para trabalho em casa:

- Tapetes e carpetes pequenos escorregam. Evite-os;

- Se for varrer a casa, evite inclinar muito o tronco;

- Deixar os utensílios mais usados na parte debaixo também ajuda bastante. Levantar braços a toda hora não é saudável. Deixa as articulações tensas.

Dica geral:

- Fazer uma parada no meio do expediente, nem que seja por 15 minutos, faz bem. Um repouso, mesmo que breve, diminui a tensão nas articulações.

Fonte: http://www.reumatoguia.com.br/interna.php?cat=109&id=939&menu=109

Atenção: As informações contidas nesta página possuem caráter educativo, não substituindo as opiniões e consultas com seu médico reumatologista.

 

 

 

 

 

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Você sabe o que é Artrite Reumatóide?

 

Artrite Reumatóide

A Artrite Reumatóide (AR) é uma   doença inflamatória crônica que pode afetar várias articulações. A causa é desconhecida e acomete as mulheres duas vezes mais do que os homens.  Inicia-se geralmente entre 30 e 40 anos e sua incidência aumenta com a idade.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais comuns são os da artrite (dor, edema, calor e vermelhidão) em qualquer articulação do corpo sobretudo mãos e punhos. O comprometimento da coluna lombar e dorsal é raro mas a coluna cervical é frequentemente envolvida. As articulações inflamadas   provocam rigidez matinal, fadiga e com a progressão da doença, há destruição   da cartilagem articular e os pacientes podem desenvolver deformidades incapacidade para realização de suas atividades tanto de vida diária como   profissional. As deformidades mais comuns ocorrem em articulações periféricas como os dedos em pescoço de cisne, dedos em botoeira, desvio ulnar e hálux valgo (joanete).

Além das articulações outros podem ser   acometidos?

Sim, porém menos comumente outros  órgãos ou tecidos como a pele, unhas, músculos, rins, coração, pulmão, sistema nervoso, olhos e sangue podem apresentar alterações. A chamada   Síndrome de Felty (aumento do baço, dos gânglios linfáticos e queda dos glóbulos brancos em paciente com a forma crônica da AR) também pode ocorrer.

Como é feito o diagnóstico?

Segundo o Colégio Americano de Reumatologia o diagnóstico de artrite reumatóide é feito quando pelo menos 4 dos seguintes critérios estão presentes por pelo menos 6 semanas:

1. Rigidez articular matinal   durando pelo menos 1 hora
2. Artrite em pelo menos três áreas articulares
3.Artrite de articulações das mãos: punhos, interfalangeanas proximais   (articulação do meio dos dedos) e metacarpofalangeanas (entre os dedos e mão)
4. Artrite simétrica (por exemplo no punho esquerdo e no direito)
5. Presença de nódulos reumatóides
6. Presença de Fator Reumatóide no sangue
7. Alterações radiográficas: erosões articulares ou descalcificações   localizadas em radiografias de mãos e punhos.

O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para o controle da atividade da doença, prevenção da incapacidade funcional e lesão articular e o retorno ao estilo de vida normal do paciente o mais rapidamente possível.

Quais os exames devem ser feitos?

Apenas o médico especialista pode avaliar quais exames devem ser solicitados a cada paciente. Na avaliação laboratorial o fator reumatóide pode ser encontrado em cerca de 75% dos casos   já no início da doença. Anticorpos contra filagrina/profilagrina e anticorpos   contra peptídio citrulinado cíclico (PCC) são encontrados nas fases mais   precoces da doença mas apresentam um custo maior. As provas de atividade   inflamatória como o VHS e a proteína C reativa correlacionam-se com a   atividade da doença. Exames de imagem como radiografias, ultrassonografias, tomografias, ressonância, etc podem ser solicitados pelo médico   reumatologista após a avaliação de cada quadro clínico individualmente.

Como é o tratamento?

O tratamento medicamentoso vai   variar de acordo com o estágio da doença, sua atividade e gravidade, devendo   ser mais agressivo quanto mais agressiva for a doença. Os antiinflamatórios   são a base do tratamento seguidos de corticóides para as fases agudas e   drogas modificadoras do curso da doença, a maior parte delas   imunossupressoras. Mais recentemente os agentes imunobiológicos passaram a   compor as opções terapêuticas. O tratamento com antiinflamatórios deve ser   mantido enquanto se observar sinais inflamatórios ou o paciente apresentar   dores articulares. O uso de drogas modificadoras do curso da doença deve ser   mantido indefinidamente. O tratamento medicamentoso é sempre individualizado   e modificado conforme a resposta de cada doente. Em alguns pacientes há   indicação de tratamento cirúrgico, dentre eles cita-se a sinovectomia para   sinovite persistente e resistente ao tratamento conservador, artrodese,   artroplastias totais, etc.

Fisioterapia e terapia ocupacional   contribuem para que o paciente possa continuar a exercer as atividades da   vida diária. A proteção articular deve garantir o fortalecimento da   musculatura periarticular e adequado programa de flexibilidade, evitando o   excesso de movimento. O condicionamento físico, envolvendo atividade   aeróbica, exercícios resistidos, alongamento e relaxamento, deve ser   estimulado observando-se os critérios de tolerância de cada paciente.

E o acompanhamento médico?

Na artrite reumatóide, assim como em várias outras doenças reumáticas crônicas, o seguimento pelo médico reumatologista é imprescindível e deve ser contínuo. Os intervalos entre as consultas variam de paciente para paciente. Em alguns casos avaliações mensais são necessárias enquanto em outros casos, com doenças de menor gravidade ou controladas, intervalos maiores entre as consultas podem ser estabelecidos. Exames de acompanhamento são feitos com freqüência para avaliar a atividade da doença e efeitos colaterais das medicações. Apenas o médico pode diminuir ou aumentar a dose das medicações, modificar o tratamento quando necessário ou indicar a terapia de reabilitação mas adequada a cada caso.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia – www.sbr.org.br

Atenção: As informações contidas nesta página possuem caráter educativo, não substituindo as opiniões e consultas com seu médico reumatologista.

 

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